sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

De Fernando Pessoa


Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios,
Incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
E se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
Mas ser capaz de encontrar um oásis
No recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou
Construir um castelo ...
Fernando PessoaNão sei o nome do poema,apenas o acho bonito,e legal para se pensar nele,nesta epoca do ano,em que a falsidade e a hipocrisia se mostram um pouco mais.

31 DE DEZEMBRO

Hoje,bem cedo,ja no onibus, a caminho do serviço,com a chuva se alternando entre a garoa e um pouco mais forte,me veio a lembrança de algumas passagens da minha vida.
Me lembrei das viajens que tive oportunidade de fazer na minha infancia, e que marcam a minha vida.
Veio a mente,uma viajem feita no começo dos anos 80,por um lugar,onde acho que a mata nem exista mais,a 'Mata da Cauã'.Era esta epoca do ano,chovia, e muito,passamos um ou dois dias, não me lembro bem,tenho na mente apenas as imagens da mata cerrada,riachos,pinguelas,nevoeiro,cheiro de cafe com rapadura feito no fogão a lenha,e, eu no meio dos estundantes,ainda pequeno,como se fosse o mascote daquela viajem.Ate o cheiro da mata eu acho que me veio a mente.
Outra viajem,esta tambem nesta epoca do ano,por conicidencia ou não,só que a outro lugar,Bertopolis,no interior de Minas,quase na Bahia.Pra mim que era criança,era festa,mas a situação não era das melhores,por causa de conflitos entre fazendeiros e indios.Cidade pequena,bem miuda,mas vivi quase uma era de aventuras em menos de uma semana.Tinha la um escudeiro,que se chamava Bêu,filho de Maria Veneno,por onde ele ia,eu o acompanhava.Não me esqueço da viajem de Jeep,estrada de terra,pneus com correntes,muita chuva,atoleiro,e o carro atolado.Foi uma das viajens mais gostosas que fiz na minha vida.
Todas estas lembranças são para despistar um pouco e não ir  tão direto no assunto,pois quero mesmo é homenagear, neste 31 de dezembro de 2010,a minha Tia Gera,que foi quem me proporcionou não só estas,mas muitas outras aventuras da minha infancia,e hoje é o aniversario dela.
Quero parabeniza-la e desejar toda a felicidade do mundo neste dia especial,como costumo brincar com ela,o dia do aniversario mais demorado do ano.
Obrigado,Tia

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

NATAL

E chegou o Natal.
Das datas,umas das mais esperadas,talvez a mais comemorada.
Das datas comemorativas,talvez tambem seja das mais esquecidas.
Esquecida diante da ganancia.
Deixada de lado diante da fome.
Desconsiderada diante a inveja,do mau agoro.
Largada,abandonada frente as intrigas.
E o pior dos esquecimentos,o descaso.
Não somos obrigados,nem devemos, para manter o nosso orgulho sempre inabalavel,manter as magoas que acumulamos no correr do tempo,e,não somos obrigados a fazer pose de cordeiro para os apertos de mão e cumprimentos que recebemos nesta data,daquele tipo de pessoa que no correr entre um Natal e outro,não faz questão de saber que o Natal é todo dia.


Natal

Que época mais propícia para extravasar o Ego que existe dentro de cada um…
A noite dos exageros… mesas a abarrotar de tudo que lá possa caber e nem sempre consumido cujo destino é o lixo.
Árvores engalanadas (símbolo pagão) artificiais, mas o Presépio o verdadeiro símbolo do Natal não existe.
A hipocrisia anda á solta e sem rédeas que a segure.

Vive-se na excitação da troca de prendas, mas quem dá pensa sempre que deu mais do que recebeu e de imediato a noite ruiu todas as expectativas.
Lá se foi o “ espírito do natal “…
Quantas zangas… quantas mágoas advêm depois de passada essa noite que deveria ser de Paz…Harmonia… e porque não de recolhimento?
Não pretendo enegrecer e muito menos desmistificar o que para muitos ainda representa esta época, mas apenas por uns minutos pensem…
Povos em guerra… (por quase todo o Planeta)
Desemprego… (realidade incontestada)

Velhos abandonados… (o que nos espera mais tarde ou mais cedo)
Fome… (aumenta dia após dia)
Miséria… (a pior, a que está escondida)
E a corrida ás compras?
Para uns é terapia, para outros é vício e outros apenas obrigação.
Deixem ficar na vossa lista de compras apenas o que sentem vontade de dar e ela quase que desaparece.
Vivemos o Natal sim, mas com os pés bem assentes na terra para não sofrermos dissabores.

Pense
…Apenas por uns minutos
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